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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

NÃO É DOENÇA, É SAUDADE! - João Bosco Santos





Doutor vim me consultar
Pois eu não to muito bem,
É uma angustia no peito
Que hora vai, hora vem
Por isso em seu consultório
Vou fazer um relatório
De tudo que estou sentindo,
Me escute, preste atenção
Porque o meu coração
Aos poucos vai se ferindo.



Quando deito pra dormir
Na cama fico a rolar,
Lembrando do meu passado
Muita coisa vem mudar,
Mamãe não ta mais aqui
Deus justo levou pra si
Pois ele gosta dos santos
A ausência dela dói
A falta dela corrói
E gera rios de prantos.


Ela cuidava da gente
Com carinho, com amor,
Trabalhava diariamente
Dedicada com fervor,
Ela morreu eu senti
Com sua ausência sofri
E padeço até agora,
Doutor sei que não é tédio
Mas me passe um remédio
Que me cure nesta hora.


O doutor olha e responde
Pouco posso te ajudar,
O seu corpo está perfeito
Nem precisa examinar,
O seu mal sei que é eterno
Eu sou um médico moderno
E falo sempre a verdade
Não tens doença mortal
Amigo, este teu mal,
Não é doença, é saudade!

terça-feira, 8 de março de 2016

Deus criou a mulher para brilhar Nos diversos jardins da natureza - João Bosco dos Santos

Não foi feita pra ser escravizada
Nem servir de troféu ou de medalha,
Não sofrer diante de um canalha,
Que batendo lhe usa de empregada,
É uma flor que precisa ser amada
Ser tratada com zelo e com fineza
Receber de  nós homens gentileza
Traz no rosto um sorriso a encantar
Deus criou a mulher para brilhar
Nos diversos jardins da natureza.

Quem só quer para sexo e fogão
Ta perdendo a real felicidade,
Que a mulher nesta terra é na verdade
O sinônimo maior de emoção,
De beleza, real dedicação
Um tesouro que vem da realeza
Tem a força e a delicadeza
De dizer um não sem machucar
Deus criou a mulher para brilhar
Nos diversos jardins da natureza.

Neste oito de março é celebrado
Da mulher dia internacional
Uma data marcada, especial,
Pelo mundo então comemorado,
O espaço que hoje é ocupado
Vem de lutas, de forças e destreza,
Porque toda mulher é uma princesa
Que acordou de uma vez para reinar
Deus criou a mulher para brilhar
Nos diversos jardins da natureza.



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SOPOESPES COMEMORA QUATRO ANOS DE CULTURA - JOÃO BOSCO DOS SANTOS

Nós estamos celebrando
Quatro anos de existência
Humildade e consciência
Por aqui vamos plantando
Nosso saber aumentando
Vivendo a literatura
Conto, poema, aventura
Aprendemos toda hora
SOPOESPES COMEMORA
QUATRO ANOS DE CULTURA

O ponta pé inicial
Dado por Maria Rita
Que na cultura acredita
Faz da rima um ideal,
Juntou um grupo leal,
Que possui a mente pura
Esquecendo a amargura
De emoção sempre chora
SOPOESPES COMEMORA
QUATRO ANOS DE CULTURA

Quatro anos em Pesqueira
Com poetas e escritores,
Artistas, compositores,
Gente de mente guerreira,
Reunião domingueira
Com crônica, rima e bravura,
Tem do poeta a loucura
E música não ignora
SOPOESPES COMEMORA
QUATRO ANOS DE CULTURA

Já tem uma antologia
Com vinte e sete escritores,
Declarando seus amores,
A musa da poesia,
Contos e causos se lia
Na obra simples e pura,
Perfeita, onde a censura
Passa longe, vai embora
SOPOESPES COMEMORA
QUATRO ANOS DE CULTURA

Grandes emoções vividas
Com perdas e aquisições
Faz partes das emoções
Partir para outra vida
Muitas pessoas queridas
Perdemos, verdade pura,
Porém a sua escritura
Em nossa lembrança aflora
SOPOESPES COMEMORA
QUATRO ANOS DE CULTURA.

O ideal verdadeiro
Fazer cultura e crescer
Não para aparecer
Mas com o foco certeiro
Despertar no brasileiro
O prazer pela leitura
Seguindo uma partitura
Pouco formal como agora
SOPOESPES COMEMORA
QUATRO ANOS DE CULTURA.










sábado, 1 de agosto de 2015

LINHA DE CHEGADA - João Bosco dos Santos


Parei, olhei pra traz e percebi que tinha conquista o objetivo. Quarenta e dois quilômetros de corrida parecia impossível, mas cheguei ao final. O tempo gasto não importa, recorde não foi quebrado, mas meu ego foi valorizado.
Dez anos antes deste evento eu estava em um bar com amigos, comemorávamos meus vinte e um aninhos. Bebemos muito naquela noite, eu estava de moto e feliz por estar com os colegas de trabalho e faculdade. Mas minha felicidade mesmo era porque naquele dia eu havia noivado, marcado o casamento para seis meses depois. Já havia planos de correr a maratona do Rio nos próximos dois anos, treinava três vezes por semana e já estava organizando a galera pra torcer.
Uísque, cervejas e direção juntos já eram prenuncio de tragédia, a cada hora eu já ficava mais bêbado e não conseguia mais ficar de pé, sentei, cochilei dez minutos apenas, consegui enxergar a saída, montei na moto. Dai pra frente lembro apenas que acordei num hospital, a perna esquerda cheia de ferro, não consegui sentir os dedos. Alguém falou:
- Ele acordou. Rapaz, você nasceu de novo, que loucura foi essa, irresponsável.
Era meu pai, percebi entre sua bronca o tom de alivio, imediatamente ele me abraçou e falou que eu deveria ser forte.
- A pancada foi violenta, mas você está vivo, isso é o que importa.
- Que pancada? O que estou fazendo aqui.
- Você tá dizendo que não lembra?
Engrossou a voz:
- Você enche a cara, bate num poste, mata um cachorro e não lembra nada. Sua situação não é boa, o dono do cachorro já acionou a justiça, era de estimação, você vai ter que indenizá-lo, e não sabemos se vai voltar a anda.
- Hã? Voltar a andar?
Silêncio. Mais silêncio. Lágrimas, mais lágrimas. 
Foram três dias desacordado, o capacete ficou dividido em três, a moto já não prestava pra nada. Ainda bem que eu estava sozinho. Os médicos disseram que eu voltaria a andar depois de muita fisioterapia, perdi setenta por cento dos movimentos da perna esquerda e vinte da direita. Meu sonho da maratona. Minha noiva será que vai querer casar agora?
Ela quis, casamos. E ela foi quem mais apoiou meu sonho da maratona.
- Vamos treinar, você vai correr a maratona do Rio, talvez daqui a mais de dois anos, mas vai correr!
A confiança dela era meu alimento. Agora correr como? As dores da fisioterapia eram um balde de água gelada em meu sonho atlético. Ir ao banheiro a cinco metros de distância era uma tortura, gastava sete ou oito minutos. E quarenta quilômetros?
Ainda assim ela me apoiava, nasceu um filho, depois outro, e mais outro e mais não, afinal, três já é muito. Consegui mais agilidade pra caminhar, correr de forma moderada.
Dez anos depois, recebo pelos correios um envelope com o número mil trezentos e dezesseis, era o número para ser colocado na camiseta. Minha esposa fez nossas inscrições pra maratona.
- Vamos treinar, vamos conquistar o Rio querido.
- Tá louca mulher, correr nestas condições, na cadeira de rodas não tenho pratica, você tá doida.
Ela riu muito. A meta era correr dez quilômetros. Mas já era muito. Embarcamos, eu, a mulher e as crianças. 
Chega o dia da maratona, larguei em último lugar para não atrapalhar os demais.
Largamos.
Quinhentos metros, um quilometro, dois três, cinco, dez, doze, dezoito... quarenta e dois.
Catorze horas depois, só eu, minha esposa e um batedor da PM que vendo meu esforço conseguiu liberação para me acompanhar até o fim. Cruzei a linha de chegada, sem troféu porem vitorioso. Campeão.
O queniano que venceu não teve o mesmo destaque que eu, por uma semana jornais do mundo inteiro contaram esta história de superação e amor.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

CONVITE

O Poeta João Bosco dos Santos convida a todos/as para prestigiar  a sua noite de autógrafos como poeta homenageado pela Biblioteca Municipal de Poção, no dia 21 de outubro de 2014 à noite.

sábado, 16 de agosto de 2014

EDUARDO CAMPOS VOOU PRA O REINO DA ETERNIDADE - JOÃO BOSCO DOS SANTOS


Ele que tinha um sonho
De governar o Brasil
No dia treze sentiu
Da morte o peso medonho,
O pais ficou tristonho
Hoje só resta a saudade
Seja o campo ou cidade
O Brasil triste ficou
EDUARDO CAMPOS VOOU
PRA O REINO DA ETERNIDADE.


No Jornal Nacional
Fez a participação,
Ao entrar no avião
Deu o seu voou final,
Do corpo algum sinal
Explodiu isto é verdade,
Caiu dentro da cidade
Sete pessoas matou
EDUARDO CAMPOS VOOU
PRA O REINO DA ETERNIDADE.

Não desistir do Brasil
Foi sua última mensagem
Lembramos a sua imagem
A dor o pais sentiu,
O luto se expandiu
Por toda localidade
Todo Brasil na verdade
Chora quem o admirou
EDUARDO CAMPOS VOOU
PRA O REINO DA ETERNIDADE.

Seu avião era novo
E o piloto era sério
Fica no ar um mistério
Surgi na mente do povo,
Acidente? Não aprovo.
Fica a curiosidade,
Será a fatalidade?
O que com ele acabou
EDUARDO CAMPOS VOOU
PRA O REINO DA ETERNIDADE.

Morreu deixou um legado
De lutas e de vitórias
De trabalhos e de glórias
Por muitos foi invejado
Por outros foi copiado
Exemplo de qualidade
Politico e pai de verdade
Legado rico deixou
EDUARDO CAMPOS VOOU
PRA O REINO DA ETERNIDADE.


A esposa e cinco filhos
Por Eduardo amados,
Tem os corações marcados
Pelo destino nos trilhos,
Já não vemos mas os brilhos
Dos seus olhos a claridade
Tinha o sonho da vontade
Este sonho o consumou
EDUARDO CAMPOS VOOU
PRA O REINO DA ETERNIDADE.

Também os seis companheiros
Que estavam no avião
Partiram na ocasião
Com seu líder verdadeiro
Eram sete cavalheiros
Sonhadores de verdade
E a luta por igualdade
Aos sete heróis derrotou
EDUARDO CAMPOS VOOU
PRA O REINO DA ETERNIDADE.

Seu avô Miguel Arraes
Um grande governador
Ao seu neto ensinou
Os caminhos mais reais,
A nove anos atrás
Ele morreu de idade
E a morte com liberdade
Ao jovem neto levou
EDUARDO CAMPOS VOOU
PRA O REINO DA ETERNIDADE.


terça-feira, 18 de março de 2014

Você sabe o que é saudade? - João Bosco dos Santos

Um dia alguém me perguntou o que é saudade? Fiz um discurso de quase quinze minutos e sai crente de ter respondido de forma satisfatória a questão. Depois, analisando o falatório percebi que tinha exagerado, afinal saudade não se descreve com palavras, discursos ou oratória. Descobri que saudade é um sentimento intimo, ligado ou irmão gêmeo do amor, só se tem saudade de quem a gente ama. Descobri que saudade nasce da dor, da ausência, da distância. Acordar de manhã, sentir vontade de ver aquela pessoa especial e lembrar que já não é mais possível é a pior forma de saudade, que denomino saudade eterna.
            Dizem que só o idioma português tem esta palavra, é tão forte que nenhum outro pode descrever tal sentimento. Sentimento unicamente humano, sentir saudade é sentir-se gente. Gente que ama, que sofre, que padece. Gente que, supera a  saudade e conta uma piada, da uma gargalhada, diz uma anedota. Estas ações que servem para maquiar a saudade somem quando você deita na cama e começa lembrar, o reflexo das lembranças escorre pelos olhos até a boca e sentimos assim o sabor da saudade. Não é doce. Não é amargo. Não sei.
            Saudade é um sentimento, como os outros,  inexplicável. É um sentimento. Tem aquela saudade boa, que você sente e chegando em casa ver e abraça o motivo de sua saudade, como é bom sentir esta saudade. A saudade eterna não, é cruel, dura, insensível.
            Em trinta e três anos de minha vida ainda não havia sentido saudade assim, até que um dia, a partida para eternidade daquela que hospedou este poeta por nove meses em seu ventre despertou esta saudade cruel. Tantas noites que deito e choro por saber que não mais provarei do sabor e do carinho do único ser que eu podia chamar de MÃE. Sei que milhões  ou bilhões de pessoas sentem, sentiram e sentirão este saudade, pois é ordem natural, mas explicá-la e defini-la jamais ninguém conseguirá.

João Bosco dos Santos

sexta-feira, 14 de março de 2014

DIA DA POESIA - JOÃO BOSCO DOS SANTOS



HOJE COM MUITA ALEGRIA

QUERO UNS VERSOS PUBLICAR,
POIS É CATORZE DE MARÇO,
MELHOR DATA INDA NÃO HÁ
É DIA DA POESIA
ERUDITA E POPULAR.

NESTES VERSOS VOU LEMBRAR
DE ALGUNS AMIGOS POETAS
EM PESQUEIRA SOPOESPES
ASSOCIAÇÃO CONCRETA
EM POÇÃO TEM HERCULANO
COM POESIA DIRETA.

MEU AMIGO LAUDIVANIO
CONHECIDO COMO CHINÊS,
DA SOPOESPES É MEMBRO
VAI COMIGO TODO MÊS,
FAZENDO A POESIA,
PRA O MATUTO E PRA O BURGUÊS.

DA POESIA É O MÊS
MARCADO NO CALENDARIO,


MARÇO É UM MÊS BENDITO
TAMBÉM MEU ANIVERSARIO,
VERSO É O MEU ALIMENTO
ESSENCIAL, NECESSÁRIO.

AOS POETAS PARABÉNS
GRANDES FELICITAÇÕES,
QUE POSSAMOS SEMPRE MAIS
AQUECER OS CORAÇÕES
E DESPERTAR MUITAS ALMAS
PARA NOVAS EMOÇÕES...


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A arte da liberdade Nascida na escravidão - João Bosco

Capoeira é um esporte
É  uma arte marcial
Cem por cento nacional
Invadiu o sul e o norte,
E neste Brasil tão forte
Cresceu por toda nação
Levando educação
Com responsabilidade
A arte da liberdade
Nascida na escravidão.

Ao toque do berimbau
A roda logo é formada
Meia-lua e queixada
Chapa e salto mortal,
A ginga sensacional
Dar beleza e inspiração
Capoeira é sem questão
Um esporte de qualidade
A arte da liberdade
Nascida na escravidão.

Criança e adolescente
Jogando a capoeira
Uma arte brasileira
Filha desta brava gente
Uma cultura atraente
Que sofreu discriminação
Mas hoje em nossa nação
Educa a sociedade
A arte da liberdade
Nascida na escravidão.

O negro antigamente
Numa senzala jogava
Escondido praticava
Esta luta atraente
Mas hoje é diferente,
No Brasil ou no Japão,
Joga o branco com o negrão
Dentro da universidade,
A arte da liberdade
Nascida na escravidão.




Saúde pra corpo e mente
Encontrei na capoeira
Uma arte de primeira
Uma dança atraente
Esporte pra toda gente
De toda comunidade
No estado e na cidade
No mundo e na nação,
A luta da escravidão

Em busca de liberdade.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

EU NÃO CONSIGO VIVER SEM O "CALOR" DO SERTÃO - João Bosco dos Santos


SEM VER AÇUDE SANGRANDO
SEM VER LAVOURA NA TERRA
NEM O CABRITO QUE BERRA
PELA CAMPINA PULANDO,
SEM O VAQUEIRO ABOIANDO
COM A VOZ QUE SAI DO PULMÃO
SEM O FRIO DE POÇÃO
SEM NADA PARA ESCREVER
EU NÃO CONSIGO VIVER
SEM O "CALOR" DO SERTÃO

SERTÃO QUE SEMPRE ENCANTA
AO POVO NORDESTINO
HOMEM, MULHER E MENINO,
QUE NESTE CHÃO COLHE E PLANTA,
TODO POETA LHE CANTA
TODOS POR TI TEM PAIXÃO
SEJA ATEU OU CRISTÃO
AO SERTÃO QUER CONHECER
EU NÃO CONSIGO VIVER
SEM O "CALOR" DO SERTÃO

SEM CAVALGAR NA CAATINGA
OU NA BARRAGEM NADAR,
OUVIR O GRILO CANTAR
SUA TÃO FINA CANTIGA
SEM APARTAR UMA BRIGA
DOS CUMPADI EM CONFUSÃO
SEM REZAR UMA ORAÇÃO
PRA O PADIN ME PROTEGER
EU NÃO CONSIGO VIVER
SEM O "CALOR" DO SERTÃO

SE A VIDA ME LEVAR
PRA LONGE DO MEU ESTADO
EU VOU SOFRER UM BOCADO
SE TIVER QUE ABANDONAR
MINHA TERRA, MEU LUGAR,
MEU POVO, MINHA CRIAÇÃO,
MINHA HISTÓRIA, MEU TORRÃO,
DE SAUDADE EI DE MORRER
EU NÃO CONSIGO VIVER
SEM O "CALOR" DO SERTÃO.


João Bosco dos Santos

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

MARGARIDAS DO QUINTAL - JOÃO BOSCO DOS SANTOS



No meu tempo de criança
Na casa em que eu morava,
Havia um grande quintal
Que umas varas cercava,
E ali uma floresta
Minha mente imaginava.

Pequena diversidade
Tinha naquele quintal,
Porem eu imaginava
Um enorme matagal,
Pois a mente de criança
Tem força descomunal.

Tinha duas bananeiras
Que ao quintal destacava,
Um belo pé de pimenta
Ao meu quintal enfeitava
E uma arvore roxa
Que muita atenção chamava.

Flores tinha cravo branco
E uma roseira singela,
Uma flor de folha larga
Nem branca nem amarela,
Mas o pé de Margarida
Parecia pintado em tela.

As margaridas enchiam
O quintal de minha casa,
Uma flor sem muito cheiro
De uma estatura rasa,
Sem destaque especial
Mas brilhante como brasa.

Uma plantinha rasteira
De onze horas chamada,
Deixava o solo lilás,
Logo que desabrochada,
Era essa flor alegria
de minha infância agitada.

Mas a doce margarida
Sempre chamou-me atenção,
Margarida é minha mãe
É o nome dela então,
E se minha mãe é flor
Eu devo ser um botão?

Margarida que espalhou-se
E invadiu o quintal,
Hoje moro em outra casa,
Vivo em outro local,
Mas nunca esqueci a flor
Que me quer o bem ou mal.

JOÃO BOSCO DOS SANTOS