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quarta-feira, 5 de outubro de 2016
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
NÃO É DOENÇA, É SAUDADE! - João Bosco Santos
Doutor vim me consultar
Pois eu não to muito bem,
É uma angustia no peito
Que hora vai, hora vem
Por isso em seu consultório
Vou fazer um relatório
De tudo que estou sentindo,
Me escute, preste atenção
Porque o meu coração
Aos poucos vai se ferindo.
Quando deito pra dormir
Na cama fico a rolar,
Lembrando do meu passado
Muita coisa vem mudar,
Mamãe não ta mais aqui
Deus justo levou pra si
Pois ele gosta dos santos
A ausência dela dói
A falta dela corrói
E gera rios de prantos.
Ela cuidava da gente
Com carinho, com amor,
Trabalhava diariamente
Dedicada com fervor,
Ela morreu eu senti
Com sua ausência sofri
E padeço até agora,
Doutor sei que não é tédio
Mas me passe um remédio
Que me cure nesta hora.
O doutor olha e responde
Pouco posso te ajudar,
O seu corpo está perfeito
Nem precisa examinar,
O seu mal sei que é eterno
Eu sou um médico moderno
E falo sempre a verdade
Não tens doença mortal
Amigo, este teu mal,
Não é doença, é saudade!
Na cama fico a rolar,
Lembrando do meu passado
Muita coisa vem mudar,
Mamãe não ta mais aqui
Deus justo levou pra si
Pois ele gosta dos santos
A ausência dela dói
A falta dela corrói
E gera rios de prantos.
Ela cuidava da gente
Com carinho, com amor,
Trabalhava diariamente
Dedicada com fervor,
Ela morreu eu senti
Com sua ausência sofri
E padeço até agora,
Doutor sei que não é tédio
Mas me passe um remédio
Que me cure nesta hora.
O doutor olha e responde
Pouco posso te ajudar,
O seu corpo está perfeito
Nem precisa examinar,
O seu mal sei que é eterno
Eu sou um médico moderno
E falo sempre a verdade
Não tens doença mortal
Amigo, este teu mal,
Não é doença, é saudade!
terça-feira, 8 de março de 2016
Deus criou a mulher para brilhar Nos diversos jardins da natureza - João Bosco dos Santos
Não
foi feita pra ser escravizada
Nem
servir de troféu ou de medalha,
Não
sofrer diante de um canalha,
Que
batendo lhe usa de empregada,
É uma
flor que precisa ser amada
Ser
tratada com zelo e com fineza
Receber
de nós homens gentileza
Traz
no rosto um sorriso a encantar
Deus
criou a mulher para brilhar
Nos
diversos jardins da natureza.
Quem
só quer para sexo e fogão
Ta
perdendo a real felicidade,
Que
a mulher nesta terra é na verdade
O sinônimo
maior de emoção,
De
beleza, real dedicação
Um
tesouro que vem da realeza
Tem
a força e a delicadeza
De
dizer um não sem machucar
Deus
criou a mulher para brilhar
Nos
diversos jardins da natureza.
Neste
oito de março é celebrado
Da
mulher dia internacional
Uma
data marcada, especial,
Pelo
mundo então comemorado,
O espaço
que hoje é ocupado
Vem
de lutas, de forças e destreza,
Porque
toda mulher é uma princesa
Que
acordou de uma vez para reinar
Deus
criou a mulher para brilhar
Nos
diversos jardins da natureza.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
SOPOESPES COMEMORA QUATRO ANOS DE CULTURA - JOÃO BOSCO DOS SANTOS
Nós
estamos celebrando
Quatro
anos de existência
Humildade
e consciência
Por
aqui vamos plantando
Nosso
saber aumentando
Vivendo
a literatura
Conto,
poema, aventura
Aprendemos
toda hora
SOPOESPES
COMEMORA
QUATRO
ANOS DE CULTURA
O
ponta pé inicial
Dado
por Maria Rita
Que
na cultura acredita
Faz
da rima um ideal,
Juntou
um grupo leal,
Que
possui a mente pura
Esquecendo
a amargura
De
emoção sempre chora
SOPOESPES
COMEMORA
QUATRO
ANOS DE CULTURA
Quatro
anos em Pesqueira
Com
poetas e escritores,
Artistas,
compositores,
Gente
de mente guerreira,
Reunião
domingueira
Com
crônica, rima e bravura,
Tem
do poeta a loucura
E
música não ignora
SOPOESPES
COMEMORA
QUATRO
ANOS DE CULTURA
Já
tem uma antologia
Com
vinte e sete escritores,
A
musa da poesia,
Contos
e causos se lia
Na
obra simples e pura,
Perfeita,
onde a censura
Passa
longe, vai embora
SOPOESPES
COMEMORA
QUATRO
ANOS DE CULTURA
Grandes
emoções vividas
Com
perdas e aquisições
Faz
partes das emoções
Partir
para outra vida
Muitas
pessoas queridas
Perdemos,
verdade pura,
Porém
a sua escritura
Em
nossa lembrança aflora
SOPOESPES
COMEMORA
QUATRO
ANOS DE CULTURA.
O
ideal verdadeiro
Fazer
cultura e crescer
Não
para aparecer
Mas
com o foco certeiro
Despertar
no brasileiro
O
prazer pela leitura
Seguindo
uma partitura
Pouco
formal como agora
SOPOESPES
COMEMORA
QUATRO
ANOS DE CULTURA.
sábado, 1 de agosto de 2015
LINHA DE CHEGADA - João Bosco dos Santos
Parei, olhei pra traz e percebi que tinha conquista o objetivo. Quarenta e dois quilômetros de corrida parecia impossível, mas cheguei ao final. O tempo gasto não importa, recorde não foi quebrado, mas meu ego foi valorizado.
Dez anos antes deste evento eu estava em um bar com amigos, comemorávamos meus vinte e um aninhos. Bebemos muito naquela noite, eu estava de moto e feliz por estar com os colegas de trabalho e faculdade. Mas minha felicidade mesmo era porque naquele dia eu havia noivado, marcado o casamento para seis meses depois. Já havia planos de correr a maratona do Rio nos próximos dois anos, treinava três vezes por semana e já estava organizando a galera pra torcer.
Uísque, cervejas e direção juntos já eram prenuncio de tragédia, a cada hora eu já ficava mais bêbado e não conseguia mais ficar de pé, sentei, cochilei dez minutos apenas, consegui enxergar a saída, montei na moto. Dai pra frente lembro apenas que acordei num hospital, a perna esquerda cheia de ferro, não consegui sentir os dedos. Alguém falou:
- Ele acordou. Rapaz, você nasceu de novo, que loucura foi essa, irresponsável.
Era meu pai, percebi entre sua bronca o tom de alivio, imediatamente ele me abraçou e falou que eu deveria ser forte.
- A pancada foi violenta, mas você está vivo, isso é o que importa.
- Que pancada? O que estou fazendo aqui.
- Você tá dizendo que não lembra?
Engrossou a voz:
- Você enche a cara, bate num poste, mata um cachorro e não lembra nada. Sua situação não é boa, o dono do cachorro já acionou a justiça, era de estimação, você vai ter que indenizá-lo, e não sabemos se vai voltar a anda.
- Hã? Voltar a andar?
Silêncio. Mais silêncio. Lágrimas, mais lágrimas.
- Ele acordou. Rapaz, você nasceu de novo, que loucura foi essa, irresponsável.
Era meu pai, percebi entre sua bronca o tom de alivio, imediatamente ele me abraçou e falou que eu deveria ser forte.
- A pancada foi violenta, mas você está vivo, isso é o que importa.
- Que pancada? O que estou fazendo aqui.
- Você tá dizendo que não lembra?
Engrossou a voz:
- Você enche a cara, bate num poste, mata um cachorro e não lembra nada. Sua situação não é boa, o dono do cachorro já acionou a justiça, era de estimação, você vai ter que indenizá-lo, e não sabemos se vai voltar a anda.
- Hã? Voltar a andar?
Silêncio. Mais silêncio. Lágrimas, mais lágrimas.
Foram três dias desacordado, o capacete ficou dividido em três, a moto já não prestava pra nada. Ainda bem que eu estava sozinho. Os médicos disseram que eu voltaria a andar depois de muita fisioterapia, perdi setenta por cento dos movimentos da perna esquerda e vinte da direita. Meu sonho da maratona. Minha noiva será que vai querer casar agora?
Ela quis, casamos. E ela foi quem mais apoiou meu sonho da maratona.
Ela quis, casamos. E ela foi quem mais apoiou meu sonho da maratona.
- Vamos treinar, você vai correr a maratona do Rio, talvez daqui a mais de dois anos, mas vai correr!
A confiança dela era meu alimento. Agora correr como? As dores da fisioterapia eram um balde de água gelada em meu sonho atlético. Ir ao banheiro a cinco metros de distância era uma tortura, gastava sete ou oito minutos. E quarenta quilômetros?
Ainda assim ela me apoiava, nasceu um filho, depois outro, e mais outro e mais não, afinal, três já é muito. Consegui mais agilidade pra caminhar, correr de forma moderada.
Dez anos depois, recebo pelos correios um envelope com o número mil trezentos e dezesseis, era o número para ser colocado na camiseta. Minha esposa fez nossas inscrições pra maratona.
- Vamos treinar, vamos conquistar o Rio querido.
- Tá louca mulher, correr nestas condições, na cadeira de rodas não tenho pratica, você tá doida.
Ela riu muito. A meta era correr dez quilômetros. Mas já era muito. Embarcamos, eu, a mulher e as crianças.
A confiança dela era meu alimento. Agora correr como? As dores da fisioterapia eram um balde de água gelada em meu sonho atlético. Ir ao banheiro a cinco metros de distância era uma tortura, gastava sete ou oito minutos. E quarenta quilômetros?
Ainda assim ela me apoiava, nasceu um filho, depois outro, e mais outro e mais não, afinal, três já é muito. Consegui mais agilidade pra caminhar, correr de forma moderada.
Dez anos depois, recebo pelos correios um envelope com o número mil trezentos e dezesseis, era o número para ser colocado na camiseta. Minha esposa fez nossas inscrições pra maratona.
- Vamos treinar, vamos conquistar o Rio querido.
- Tá louca mulher, correr nestas condições, na cadeira de rodas não tenho pratica, você tá doida.
Ela riu muito. A meta era correr dez quilômetros. Mas já era muito. Embarcamos, eu, a mulher e as crianças.
Chega o dia da maratona, larguei em último lugar para não atrapalhar os demais.
Largamos.
Quinhentos metros, um quilometro, dois três, cinco, dez, doze, dezoito... quarenta e dois.
Catorze horas depois, só eu, minha esposa e um batedor da PM que vendo meu esforço conseguiu liberação para me acompanhar até o fim. Cruzei a linha de chegada, sem troféu porem vitorioso. Campeão.
O queniano que venceu não teve o mesmo destaque que eu, por uma semana jornais do mundo inteiro contaram esta história de superação e amor.
Largamos.
Quinhentos metros, um quilometro, dois três, cinco, dez, doze, dezoito... quarenta e dois.
Catorze horas depois, só eu, minha esposa e um batedor da PM que vendo meu esforço conseguiu liberação para me acompanhar até o fim. Cruzei a linha de chegada, sem troféu porem vitorioso. Campeão.
O queniano que venceu não teve o mesmo destaque que eu, por uma semana jornais do mundo inteiro contaram esta história de superação e amor.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
CONVITE
O Poeta João Bosco dos Santos convida a todos/as para prestigiar a sua noite de autógrafos como poeta homenageado pela Biblioteca Municipal de Poção, no dia 21 de outubro de 2014 à noite.
sábado, 16 de agosto de 2014
EDUARDO CAMPOS VOOU PRA O REINO DA ETERNIDADE - JOÃO BOSCO DOS SANTOS
Ele
que tinha um sonho
De
governar o Brasil
No
dia treze sentiu
Da
morte o peso medonho,
O
pais ficou tristonho
Hoje
só resta a saudade
Seja
o campo ou cidade
O
Brasil triste ficou
EDUARDO
CAMPOS VOOU
PRA
O REINO DA ETERNIDADE.
No
Jornal Nacional
Fez
a participação,
Ao
entrar no avião
Deu
o seu voou final,
Do
corpo algum sinal
Explodiu
isto é verdade,
Caiu
dentro da cidade
Sete
pessoas matou
EDUARDO
CAMPOS VOOU
PRA
O REINO DA ETERNIDADE.
Não
desistir do Brasil
Foi
sua última mensagem
Lembramos
a sua imagem
A
dor o pais sentiu,
O
luto se expandiu
Por
toda localidade
Todo
Brasil na verdade
Chora
quem o admirou
EDUARDO
CAMPOS VOOU
PRA
O REINO DA ETERNIDADE.
Seu
avião era novo
E
o piloto era sério
Fica
no ar um mistério
Surgi
na mente do povo,
Acidente?
Não aprovo.
Fica
a curiosidade,
Será
a fatalidade?
O
que com ele acabou
EDUARDO
CAMPOS VOOU
PRA
O REINO DA ETERNIDADE.
Morreu
deixou um legado
De
lutas e de vitórias
De
trabalhos e de glórias
Por
muitos foi invejado
Por
outros foi copiado
Exemplo
de qualidade
Politico
e pai de verdade
Legado
rico deixou
EDUARDO
CAMPOS VOOU
PRA
O REINO DA ETERNIDADE.
A
esposa e cinco filhos
Por
Eduardo amados,
Tem
os corações marcados
Pelo
destino nos trilhos,
Já
não vemos mas os brilhos
Dos
seus olhos a claridade
Tinha
o sonho da vontade
Este
sonho o consumou
EDUARDO
CAMPOS VOOU
PRA
O REINO DA ETERNIDADE.
Também
os seis companheiros
Que
estavam no avião
Partiram
na ocasião
Com
seu líder verdadeiro
Eram
sete cavalheiros
Sonhadores
de verdade
E
a luta por igualdade
Aos
sete heróis derrotou
EDUARDO
CAMPOS VOOU
PRA
O REINO DA ETERNIDADE.
Seu
avô Miguel Arraes
Um
grande governador
Ao
seu neto ensinou
Os
caminhos mais reais,
A
nove anos atrás
Ele
morreu de idade
E
a morte com liberdade
Ao
jovem neto levou
EDUARDO
CAMPOS VOOU
PRA
O REINO DA ETERNIDADE.
terça-feira, 18 de março de 2014
Você sabe o que é saudade? - João Bosco dos Santos
Um dia alguém me perguntou o que é saudade? Fiz um discurso de quase quinze minutos e sai crente de ter respondido de forma satisfatória a questão. Depois, analisando o falatório percebi que tinha exagerado, afinal saudade não se descreve com palavras, discursos ou oratória. Descobri que saudade é um sentimento intimo, ligado ou irmão gêmeo do amor, só se tem saudade de quem a gente ama. Descobri que saudade nasce da dor, da ausência, da distância. Acordar de manhã, sentir vontade de ver aquela pessoa especial e lembrar que já não é mais possível é a pior forma de saudade, que denomino saudade eterna.
Dizem que só o idioma português tem esta palavra, é tão forte que nenhum outro pode descrever tal sentimento. Sentimento unicamente humano, sentir saudade é sentir-se gente. Gente que ama, que sofre, que padece. Gente que, supera a saudade e conta uma piada, da uma gargalhada, diz uma anedota. Estas ações que servem para maquiar a saudade somem quando você deita na cama e começa lembrar, o reflexo das lembranças escorre pelos olhos até a boca e sentimos assim o sabor da saudade. Não é doce. Não é amargo. Não sei.
Saudade é um sentimento, como os outros, inexplicável. É um sentimento. Tem aquela saudade boa, que você sente e chegando em casa ver e abraça o motivo de sua saudade, como é bom sentir esta saudade. A saudade eterna não, é cruel, dura, insensível.
Em trinta e três anos de minha vida ainda não havia sentido saudade assim, até que um dia, a partida para eternidade daquela que hospedou este poeta por nove meses em seu ventre despertou esta saudade cruel. Tantas noites que deito e choro por saber que não mais provarei do sabor e do carinho do único ser que eu podia chamar de MÃE. Sei que milhões ou bilhões de pessoas sentem, sentiram e sentirão este saudade, pois é ordem natural, mas explicá-la e defini-la jamais ninguém conseguirá.
João Bosco dos Santos
sexta-feira, 14 de março de 2014
DIA DA POESIA - JOÃO BOSCO DOS SANTOS
QUERO UNS VERSOS PUBLICAR,
POIS É CATORZE DE MARÇO,
MELHOR DATA INDA NÃO HÁ
É DIA DA POESIA
ERUDITA E POPULAR.
NESTES VERSOS VOU LEMBRAR
DE ALGUNS AMIGOS POETAS
EM PESQUEIRA SOPOESPES
ASSOCIAÇÃO CONCRETA
EM POÇÃO TEM HERCULANO
COM POESIA DIRETA.
MEU AMIGO LAUDIVANIO
CONHECIDO COMO CHINÊS,
DA SOPOESPES É MEMBRO
VAI COMIGO TODO MÊS,
FAZENDO A POESIA,
PRA O MATUTO E PRA O BURGUÊS.
DA POESIA É O MÊS
MARCADO NO CALENDARIO,
MARÇO É UM MÊS BENDITO
TAMBÉM MEU ANIVERSARIO,
VERSO É O MEU ALIMENTO
ESSENCIAL, NECESSÁRIO.
AOS POETAS PARABÉNS
GRANDES FELICITAÇÕES,
QUE POSSAMOS SEMPRE MAIS
AQUECER OS CORAÇÕES
E DESPERTAR MUITAS ALMAS
PARA NOVAS EMOÇÕES...
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
A arte da liberdade Nascida na escravidão - João Bosco
Capoeira
é um esporte
É uma arte marcial
Cem
por cento nacional
Invadiu
o sul e o norte,
E
neste Brasil tão forte
Cresceu
por toda nação
Levando
educação
Com
responsabilidade
A
arte da liberdade
Nascida
na escravidão.
Ao
toque do berimbau
A
roda logo é formada
Meia-lua
e queixada
Chapa
e salto mortal,
A
ginga sensacional
Dar
beleza e inspiração
Capoeira
é sem questão
Um
esporte de qualidade
A
arte da liberdade
Nascida
na escravidão.
Criança
e adolescente
Jogando
a capoeira
Uma
arte brasileira
Filha
desta brava gente
Uma
cultura atraente
Que
sofreu discriminação
Mas
hoje em nossa nação
Educa
a sociedade
A
arte da liberdade
Nascida
na escravidão.
O
negro antigamente
Numa
senzala jogava
Escondido
praticava
Esta
luta atraente
Mas
hoje é diferente,
No
Brasil ou no Japão,
Joga
o branco com o negrão
Dentro
da universidade,
A
arte da liberdade
Nascida
na escravidão.
Saúde
pra corpo e mente
Encontrei
na capoeira
Uma
arte de primeira
Uma
dança atraente
Esporte
pra toda gente
De
toda comunidade
No
estado e na cidade
No
mundo e na nação,
A
luta da escravidão
Em
busca de liberdade.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
EU NÃO CONSIGO VIVER SEM O "CALOR" DO SERTÃO - João Bosco dos Santos
SEM VER AÇUDE SANGRANDO
SEM VER LAVOURA NA TERRA
NEM O CABRITO QUE BERRA
PELA CAMPINA PULANDO,
SEM O VAQUEIRO ABOIANDO
COM A VOZ QUE SAI DO PULMÃO
SEM O FRIO DE POÇÃO
SEM NADA PARA ESCREVER
EU NÃO CONSIGO VIVER
SEM O "CALOR" DO SERTÃO
SERTÃO QUE SEMPRE ENCANTA
AO POVO NORDESTINO
HOMEM, MULHER E MENINO,
QUE NESTE CHÃO COLHE E PLANTA,
TODO POETA LHE CANTA
TODOS POR TI TEM PAIXÃO
SEJA ATEU OU CRISTÃO
AO SERTÃO QUER CONHECER
EU NÃO CONSIGO VIVER
SEM O "CALOR" DO SERTÃO
SEM CAVALGAR NA CAATINGA
OU NA BARRAGEM NADAR,
OUVIR O GRILO CANTAR
SUA TÃO FINA CANTIGA
SEM APARTAR UMA BRIGA
DOS CUMPADI EM CONFUSÃO
SEM REZAR UMA ORAÇÃO
PRA O PADIN ME PROTEGER
EU NÃO CONSIGO VIVER
SEM O "CALOR" DO SERTÃO
SE A VIDA ME LEVAR
PRA LONGE DO MEU ESTADO
EU VOU SOFRER UM BOCADO
SE TIVER QUE ABANDONAR
MINHA TERRA, MEU LUGAR,
MEU POVO, MINHA CRIAÇÃO,
MINHA HISTÓRIA, MEU TORRÃO,
DE SAUDADE EI DE MORRER
EU NÃO CONSIGO VIVER
SEM O "CALOR" DO SERTÃO.
João Bosco dos Santos
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
MARGARIDAS DO QUINTAL - JOÃO BOSCO DOS SANTOS
No meu tempo de criança
Na casa em que eu morava,
Havia um grande quintal
Que umas varas cercava,
E ali uma floresta
Minha mente imaginava.
Pequena diversidade
Tinha naquele quintal,
Porem eu imaginava
Um enorme matagal,
Pois a mente de criança
Tem força descomunal.
Tinha duas bananeiras
Que ao quintal destacava,
Um belo pé de pimenta
Ao meu quintal enfeitava
E uma arvore roxa
Que muita atenção chamava.
Flores tinha cravo branco
E uma roseira singela,
Uma flor de folha larga
Nem branca nem amarela,
Mas o pé de Margarida
Parecia pintado em tela.
As margaridas enchiam
O quintal de minha casa,
Uma flor sem muito cheiro
De uma estatura rasa,
Sem destaque especial
Mas brilhante como brasa.
Uma plantinha rasteira
De onze horas chamada,
Deixava o solo lilás,
Logo que desabrochada,
Era essa flor alegria
de minha infância agitada.
Mas a doce margarida
Sempre chamou-me atenção,
Margarida é minha mãe
É o nome dela então,
E se minha mãe é flor
Eu devo ser um botão?
Margarida que espalhou-se
E invadiu o quintal,
Hoje moro em outra casa,
Vivo em outro local,
Mas nunca esqueci a flor
Que me quer o bem ou mal.
JOÃO BOSCO DOS SANTOS
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